Glossário do Mercado de Ingressos
31 termos do mercado de revenda, escrow, leis e práticas do mercado brasileiro. Atualizado mensalmente.
- Bilheteria oficial
- Canal autorizado pelo produtor do evento para venda primária do ingresso. Geralmente o site da casa de show, plataforma parceira (Sympla, Eventim, Ingresso.com) ou ponto físico.
- Cambismo
- Revenda em escala com fins lucrativos. Cambismo organizado é crime no Brasil pela Lei 13.736/2018; revenda pessoal sem fins lucrativos é permitida.
- Chargeback
- Estorno bancário forçado pelo comprador via cartão de crédito. Em revenda, é arma comum em fraudes (comprador-laranja recebe ingresso e estorna).
- Código de barras (do ingresso)
- Identificador único do ingresso lido na catraca. Cada código só permite uma entrada — por isso revenda dupla causa o erro 'já utilizado'.
- Comprador-laranja
- Pessoa real (ou roubada de identidade) que compra ingresso, recebe e depois aciona estorno alegando fraude. Vítima é o vendedor.
- Conta-laranja
- Conta bancária aberta em nome de terceiros (frequentemente vítimas de roubo de identidade) usada para receber dinheiro de golpe.
- Cota / Lote 1, Lote 2…
- Faixas de preço progressivas durante a venda original. Lote 1 esgota e abre Lote 2 com preço maior.
- Disputa
- Processo de mediação aberto pelo comprador quando há problema com o ingresso. Em plataformas com escrow, a equipe analisa evidências e decide reembolso ou liberação.
- E-Ticket
- Ingresso 100% digital, geralmente em PDF ou dentro do app oficial. Validado por código de barras ou QR na entrada.
- Escrow / Pagamento Protegido
- Depósito em garantia. Dinheiro do comprador fica retido pela plataforma até confirmação de entrega. Se algo dá errado, comprador é reembolsado.
- Fila virtual
- Sistema de espera online para vendas com alta demanda. Não tem relação direta com revenda, mas é ponto crítico para entender por que eventos esgotam rápido.
- Ingresso impessoal
- Ingresso que pode ser usado por qualquer pessoa que apresente o código. Mais fácil de revender, mas também mais arriscado para o comprador.
- Ingresso nominal
- Vinculado ao CPF do comprador original. Para revenda, exige transferência formal pela plataforma do evento.
- Lei do Cambismo (Lei 13.736/2018)
- Regulamenta a revenda de ingressos no Brasil. Permite revenda pessoal, criminaliza cambismo organizado e fixa pena de 1 a 4 anos para cambistas.
- MED (Mecanismo Especial de Devolução do PIX)
- Ferramenta do Banco Central que permite ao banco do pagador solicitar devolução de PIX em casos de fraude comprovada. Prazo: 80 dias. Taxa de sucesso ~13%.
- Meia-entrada
- Ingresso com 50% de desconto previsto pela Lei 12.933/2013 para estudantes, idosos, doadores de sangue e PCDs. Não pode ser revendido como inteira.
- Pagamento protegido
- Sinônimo de escrow. Ver Escrow.
- PIX agendado
- PIX programado para data futura. Em revenda, golpistas usam para ganhar tempo — pague evite aceitar como prova de venda.
- Procon
- Programa de Proteção e Defesa do Consumidor. Pode mediar reclamações em revendas via plataforma identificável (Mercado Livre, OLX), mas tem limitação em transações peer-to-peer puras.
- QR Code (do ingresso)
- Equivalente moderno ao código de barras. Mesmo princípio de uso único.
- Reembolso 100%
- Política da Passback: comprador recebe valor integral em caso de fraude comprovada na disputa.
- Revenda peer-to-peer (P2P)
- Venda direta entre indivíduos, sem intermediário comercial. Maior risco de golpe quando feita em canais sem proteção.
- Roubo de identidade
- Uso de dados (CPF, RG) de terceiros para abrir conta-laranja ou criar perfil falso. Crime previsto no Código Penal.
- Setor / Pista / Camarote / Cadeira / Arquibancada
- Áreas de localização no evento, com preços diferentes. Ingresso de Pista Premium é diferente de Pista Comum, e cada um tem regras de revenda.
- Sympla
- Maior plataforma de venda original de ingressos do Brasil. Não tem módulo nativo de revenda peer-to-peer.
- Taxa de serviço
- Cobrança adicional sobre o valor do ingresso, geralmente paga pelo comprador. Em algumas plataformas, eleva o preço final em 12-20%.
- Transferência nominal
- Procedimento oficial de mudança de titular do ingresso, alterando o CPF vinculado. Cada plataforma tem regras próprias.
- Validação na catraca
- Momento da entrada no evento em que o código do ingresso é escaneado e marcado como utilizado.
- Vendedor-laranja
- Vendedor que usa identidade falsa ou de terceiros para receber pagamento e desaparecer. Padrão comum em golpe de revenda.
- Voucher
- Documento de crédito ou ingresso parcial. Nem sempre dá direito a entrada — confira se está vinculado a setor/assento.
- Will-call (retirada)
- Ingresso retirado em bilheteria com documento. Em revenda, exige presença física do comprador original ou autorização formal.
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